quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Perguntas e Respostas


Quando ocorre a eclosão mediúnica?


Se você se refere à fase em que a mediunidade eclode, ou desponta, o mais comum é na adolescência, embora possa se dar desde a infância até a maturidade. Mas é bom lembrar que até os sete anos de idade a criança ainda não completou sua reencarnação como um todo. É passível de se comunicar com “amigos imaginários”, que na verdade se tratam de espíritos. E pessoas muito idosas, no leito de morte, já iniciam o processo de desligamento, sendo igualmente capazes de entrar em contato mais facilmente com a espiritualidade. Experiências de quase-morte e momentos de grave doença são capazes de proporcionar momentos de contato com o plano espiritual.

O que é o sonambulismo? É um tipo de mediunidade? Não se pode confundir o sonambulismo com a mediunidade sonambúlica.

Para tanto, vamos lembrar do que se trata o sonambulismo. No sonambulismo, o espírito, durante o sono, se desprende parcialmente do corpo físico. Neste estado, o espírito passa a controlar o corpo, sendo capaz de levantá-lo de seu repouso e dirigir-se a outros lugares da casa, permanecendo o corpo em estado de sono. O espírito é capaz de guiar o corpo, mesmo estando este de olhos fechados, abrir e fechar portas, apanhar objetos etc. Entretanto, é importante lembrar que o fenômeno não é mediúnico. Na mediunidade sonambúlica, ocorre um fenômeno análogo. Só que não é o espírito do médium que passa a controlar o corpo, mas sim, outro. Daí que o fenômeno passa a ser mediúnico. Só que o que se obtém, via de regra, não é um passeio do corpo, mas uma comunicação, num estado em que o médium se encontra completamente inconsciente.

Aparelhos eletrônicos que ligam sozinhos. Isso é mediunidade?

É mediunidade, freqüentemente. Assim como os espíritos são capazes de mover objetos, são capazes de pressionar botões ou teclas que iniciam os aparelhos. É preciso, entretanto, certificar-se de que se trata de um fenômeno mediúnico. Por exemplo, se ocorre sempre com a mesma pessoa, é um indício, pois o fenômeno depende de um médium de efeitos físicos presente. Se tratando de mais de um aparelho, a hipótese de defeito mecânico fica menos provável,e assim por diante. É preciso que o médium que se reconhece a partir destes fenômenos procure educação mediúnica, o que não significa, de maneira alguma, trabalho mediúnico ou desenvolvimento mediúnico. O que importa, é conhecer a mediunidade para se prevenir contra os problemas que a ignorância pode acarretar.

Quais outros meios para se ter certeza de que se trata mesmo de um fenômeno mediúnico?

Dois meios eu já indiquei, que consiste na verificação da ocorrência do fenômeno a partir da presença de uma pessoa em específico. Outro é o da verificação da ocorrência em mais de um aparelho, pois seria muita coincidência que mais de um aparelho estivesse com este defeito em especial. Um terceiro seria a verificação da ocorrência de outros fenômenos físicos que se lhe acompanham, como movimentos de objetos, ruídos etc. É preciso fé em Deus e nos espíritos em diversas ocasiões da vida, mas na comprovação de fenômenos mediúnicos é preciso uma boa dose de ceticismo.

Como podemos definir transe mediúnico?

“O estado de transe é esse grau de sono magnético que permite ao corpo fluídico exteriorizar-se, desprender-se do corpo carnal, e a alma tornar a viver por um instante sua vida livre e independente (...)” Léon Denis - No Invisível.
Deste modo, poderíamos caracterizar o transe mediúnico como um estado em que o médium se encontra em desdobramento parcial, inconsciente, possibilitando uma mais ampla comunicação do espírito comunicante. Entretanto, não é em todas as manifestações mediúnicas que o médium entra em transe. Em uma casa “mal-assombrada”, por exemplo, o médium simplesmente doa fluidos para que os ruídos, gritos e pancadas se produzam, sem ao menos se dar conta de que é a causa do fenômeno, apavorando-se com o mesmo. Ou seja, não entra em um estado inconsciente que caracteriza o transe.


Qual é a diferença da psicofonia e da mediunidade sonambúlica?

Na verdade, estando o médium sonâmbulo, ele é capaz de produzir a psicofonia, assim como a psicografia, entre outros fenômenos. Entretanto, não é preciso estar sonâmbulo para tanto. Esta é a diferença.

Como o médium deve se comportar, frente ao trabalho mediúnico?

Bem, as exigências se dão em dois sentidos, o intelectual e o moral. Do ponto de vista intelectual, o médium deve se instruir, tanto em nível de conhecimentos gerais, como no de conhecimentos espíritas, sem esquecer os temas específicos da mediunidade. Do ponto de vista moral, deve buscar sempre a dignidade, amparando-se no evangelho cristão.


Entrevista realizada pelo cana IRC-Espiritismo e publicada na edição 36 da Revista Cristã de Espiritismo.

2 comentários:

Maria José disse...

Estas perguntas e respostas foram providenciais. Estou estudando a Doutrina Espírita, já na última fase, e o conteúdo é exatamente este. Está me ajudando muito. Grata. Grande abraço.

S.E.D.A disse...

Obrigada Maria Jósé;
seja bem vinda a este blog.